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O Azeite

Por Francisco Varatojo

As gorduras, apesar de serem uma pequena fracção da nossa ração diária de macronutrientes, são ainda assim essenciais, e a escolha de óleos de boa qualidade pode fazer uma enorme diferença na nossa saúde diária, particularmente na saúde cardiovascular

De todos os óleos conhecidos, o azeite e o óleo de sésamo são de longe aqueles que foram mais utilizados e os que parecem ser mais aconselhados para uso regular: o azeite foi predominantemente utilizado na Europa e no Médio Oriente (existem registos históricos do uso do azeite que datam de 4 a 5000 anos a.C. em especial nas regiões do Egipto e Mesopotâmia)- , e o óleo de sésamo (ou gergelim) em praticamente todos os países do Oriente.

Neste artigo, falarei sobre o azeite, um óleo que parece estar ligado ao baixo nível de doenças cardiovasculares de alguns países. Em 1958, deu-se início ao “Seven Countries Study” (estudo de sete países), estudo esse que durou até 1973. O objectivo do estudo foi tirar conclusões sobre doenças cardíacas e morte por ataque cardíaco nos países estudados, os Estados Unidos, a Finlândia, o Japão, a Grécia, a Itália, a Jugoslávia e a Holanda. Os resultados mostraram que a Grécia e a Itália tinham o menor índice de doenças cardíacas enquanto que os Estados Unidos tinham o maior número de mortes devidas a este tipo de doença.

A conclusão dos cientistas, após estudar as diferentes variáveis, foi de que o baixo índice de doenças cardiovasculares nos países mencionados era principalmente devido ao uso regular de azeite na alimentação.

Pessoalmente, penso que não apenas o uso de azeite contribui para os resultados, mas também o tipo de alimentação que os Gregos e os Italianos usam: um padrão alimentar com muito menos produtos animais e gorduras saturadas do que os Americanos ou os Finlandeses, por exemplo.

No entanto, o azeite parece decididamente ter algo a ver com uma boa saúde cardíaca e, para além disso, é muito possível que ajude numa série de outras situações.

A pesquisa actual aponta para os seguintes benefícios do azeite:

• Reduz os níveis de LDL (lipoproteínas de baixa densidade) ou mau colesterol
• Aumenta os níveis de HDL (lipoproteínas de alta densidade) ou bom colesterol
• Ajuda a absorção intestinal
• Estimula a actividade da vesícula biliar
• Baixa a hipertensão
• Estimula a secreção de insulina, ajudando a baixar os níveis de açúcar
• Diminui a secreção de ácido no estômago
• Ajuda o desenvolvimento ósseo nas crianças
• Pode ajudar a reduzir o risco de cancro na próstata e cancro na mama
• Pode ajudar a prevenir a osteoporose

O azeite tem cerca de 76% de gorduras monoinsaturadas (particularmente ácido oleico) e antioxidantes naturais como vitamina E, flavonóides e outros; os antioxidantes ajudam a prevenir a destruição celular provocada por substâncias com oxigénio, chamadas de radicais livres.

Curiosidade:

• O azeite a utilizar deve ser azeite extra virgem; o azeite extra virgem é obtido a baixas temperaturas e não é misturado com azeite ou outros óleos de má qualidade.

• O azeite de boa qualidade deve ser mantido no escuro e/ou em recipientes opacos e a temperaturas baixas; não deve ser guardado em recipientes de plástico.

• Se tem problemas de vesícula use o azeite com bastante moderação.
 
http://www.e-macrobiotica.com/artigos/a_azeite.htm


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